Disfunção Sexual

31/5/2002 - DiabeteNet.Com.Br

Disfunção sexual

Quando há excitação sexual no homem há ereção do pênis e na mulher há lubrificação da vagina. Tudo isto resulta de sinais enviados pelo cérebro através de nervos para os vasos sanguíneos da região.

Na diabetes pode aparecer uma disfunção sexual. Ela pode manifestar-se sob a forma de ejaculação retrógrada ou impotência sexual no sexo masculino e perda do desejo, incapacidade de orgasmo e déficit de lubrificação no sexo feminino.

Estas alterações podem ter origem nas lesões dos nervos mas também nos vasos sanguíneos. Muitas das disfunções sexuais no diabético não têm origem em lesões orgânicas mas podem ter uma natureza psicológica.

Existem hoje formas de tratar muitas destas situações com resultados muito satisfatórios.

A Impotência sexual

A impotência é um problema importante, que embora oculto é muito mais comum do que o que se pensa. É um problema que gera angústia e preocupação em todo aquele que justificada o injustificadamente se considera vítima deste padecimento.

Estamos perante uma questão que afeta um número considerável de indivíduos, que gera problemas psicológicos e de relação severos e que, ao contrário do que habitualmente se pensa, tem possibilidades reais de tratamento e cura.

No homem com impotência a associação à idéia de falta de virilidade e o sentimento de vergonha ou culpa mediante temas relacionados com a sexualidade, fazem com que muitos impotentes, ou que se crêem ser, adotem uma atitude resignada e fatalista mediante o seu problema, sem procurarem nenhum tipo de ajuda, ou recorrendo a certos medicamentos tradicionais, que longe de resolver o seu problema, tornam-no mais grave e conduzem a uma progressiva perda de esperança.

A impotência pode ter solução a maioria das vezes, mesmo naqueles casos em que não se identifica com clareza uma causa. Podemos hoje em dia aplicar tratamentos que melhoram em grande medida estas alterações. O resultado é a possibilidade de levar uma vida sexual satisfatória.

O que é a impotência?

Para poder definir de forma adequada o que em Medicina se entende por impotência é importante esclarecer previamente algumas questões.

O órgão sexual masculino pode encontrar-se em dois estados:

1. Estado basal ou de relaxamento (flacidez) que é o habitual incluindo quando realiza a sua função de condutor de urina.

2. Estado de excitação ou ereção, relacionado diretamente com a atividade sexual.

Nesta última forma o pênis aumenta de tamanho e consistência, de forma progressiva e ao longo de um tempo que pode ser muito variável. Torna-se mais rijo, eleva-se sobre o plano horizontal, colocando-se diante do abdômen e permitindo a penetração durante o ato sexual.

Denomina-se de impotência a impossibilidade de alcançar ou manter o estado de ereção suficiente para permitir uma relação sexual. Para se falar em impotência de fato, esta impossibilidade deve surgir em 75 % das vezes que se tenta a ereção. A utilização inadequada do termo impotência gera algumas confusões em pessoas que pensam sofrer dela e que na realidade têm outro tipo de alterações com repercussão na esfera sexual.

Assim a diminuição de desejo ou libido ou a ejaculação precoce são processos completamente distintos e que requerem outro tipo de tratamentos.

Como se produz a ereção?

Anatomia do pênis

O pênis é formado por três cilindros que consistem em dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso.

O corpo esponjoso encontra-se ao meio, debaixo dos corpos cavernosos, contém a uretra e termina numa expansão distal a glande.

Os corpos cavernosos, são dois corpos laterais responsáveis pela rigidez do pênis.

No seu interior existem múltiplas cavidades constituídas por músculo liso e que se vão enchendo de sangue durante a ereção até alcançar a rigidez completa.

A ereção alcança-se graças á capacidade do pênis em se preencher de sangue. Estímulos múltiplos diretos ou psicológicos podem pôr em marcha este mecanismo.

Todo o processo está controlado pelo sistema nervoso, havendo um componente consciente voluntário e outro inconsciente reflexo.

A diabetes é uma causa freqüente de impotência. Entre 30 a 50% dos doentes diabéticos mal
controlados são afetados por problemas de ereção.

Esta maior predisposição dos diabéticos para sofrerem de impotência relaciona-se com o que é norma na evolução da doença: as complicações vasculares e neurológicas da diabetes.

O fator mais importante para além da duração da doença é a falta de adequado controlo, já que nestes casos aparecem alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos que são os principais elementos responsáveis pela ereção.

Assim serão causas de impotência na diabetes, alterações que se podem desenvolver ao longo da doença:

- Alterações vasculares afetando as artérias que irrigam o pênis;
- Alterações nervosas pela neuropatia que atinge a inervação desta zona;
- Alterações hormonais que para além da insulina pode ocorrer em outras hormonais;
-Alterações psicológicas em doentes que sofrem de doença crônica, pode predispor a fatores psicológicos com incidência negativa na qualidade de vida e no funcionamento sexual.
- Os medicamentos que por vezes o diabético tem de tomar pela presença de outras doenças pode também afetar a ereção.

Que fazer se surge disfunção erétil (impotência)?

Normalmente o doente deverá ser remetido para o Urologista especialista neste campo. A este vai caber analisar, estudar o caso e propor a solução que a ele melhor se adapte.

Hoje em dia existem distintas opções de tratamento que permitem corrigir ou melhorar este problema em quase todos os doentes.

Assim temos:

1. Tratamento com hormonais se houver alguma deficiência.

2. Psicoterapia efetuada por Psicólogos especializados nesta área se a parte psicológica tiver um papel importante na disfunção.

3. Sildenafil (Viagra) é o medicamento mais recente para a impotência, que pode ser tomado por via oral. Exige algumas precauções na sua tomada sobretudo se há problemas cardíacos. No diabético parece ter resultado positivo em cerca de 40% dos casos. Outros medicamentos orais estão em estudo neste momento.

4. Auto-injeção no pênis de um medicamento (prostaglandina) que tem efeito local, com boa resposta em cerca de 80% dos casos, embora necessite de ser aplicado sempre que se pretende obter uma ereção.

5. Sistema de criação de vácuo é um cilindro de plástico conectado a uma bomba que gera vácuo; assim consegue-se a passagem de sangue para o pênis. Para a ereção se manter tem de se colocar um anel de borracha na base do pênis para evitar a fuga do sangue.

6. Próteses penianas –é considerada a última opção no tratamento da impotência apenas se usando quando falharam todas as outras. São uns cilindros de material biocompatível que por meio de uma cirurgia são colocados no interior dos corpos cavernosos do pênis. Existem vários tipos e algumas simulam mesmo a realidade tornando-se rígidas por ativação de um mecanismo próprio.

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